Assembleia Municipal de Lisboa
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Ribeira das Naus no início do século XX
Ribeira das Naus no início do século XX
30ª Sessão Ordinária - 17 de Junho
Obras na Ribeira das Naus concluídas em breve
17-06-2014 MCL/AYMN (SYP) // ZO, Lusa

As obras na Ribeira das Naus, em Lisboa, vão estar concluídas em breve, disse hoje o presidente da câmara de Lisboa, António Costa, sem querer adiantar datas por ser “muito prudente”.

“O vereador Manuel Salgado diz que faltam três semanas, na minha posição prudente não digo quanto tempo falta”, disse o autarca na reunião da Assembleia Municipal.

Segundo António Costa, a segunda fase da obra na Ribeira das Naus estão “praticamente a acabar”, estando terminada a parte do jardim e faltando concluir a caldeirinha.

O presidente da câmara disse ainda que tem de se analisar como vai ficar o trânsito naquela zona, afirmando que “é uma avaliação que se tem de fazer”.

Questionado pela Lusa, o vereador do Urbanismo, Manuel Salgado, disse “esperar” que as obras terminem dentro de três semanas.

A intervenção na Ribeira das Naus começou há cerca de um ano, quando a Câmara de Lisboa inaugurou a primeira fase das obras na frente ribeirinha daquela avenida, entre o Terreiro do Paço e o Cais do Sodré, e que incluíram o avanço da margem sobre o rio, a criação de um pequeno espaço verde e de uma pequena praia.

Fonte da autarquia indicou, nessa altura, que a segunda fase da intervenção na Ribeira, que incide sobre a requalificação do parque de estacionamento das instalações centrais da Marinha das Naus, estaria pronta no verão passado.

As obras na Ribeira das Naus representam um investimento total de 10 milhões de euros, dos quais 6,5 milhões provêm do Quadro de Referência Estratégico Nacional.

Na reunião, António Costa foi questionado acerca do processo de concessão da Carris e do Metropolitano de Lisboa, afirmando que “tem prosseguido os trabalhos com o Governo” e que estão “bastante adiantados”.

“Há boas condições para, dentro do prazo (final de Junho), haver uma posição definitiva sobre esta matéria”, acrescentou.

Relativamente à contratação de novos 150 cantoneiros, o autarca afirmou que foi feita depois de se ter reavaliado as necessidades de contratação de pessoal e após a conclusão da primeira fase da transferência de competência para as juntas de freguesia.

“Com o processo de transferência de competências, a câmara chegou a Junho com 420 cantoneiros de limpeza nos quadros, que não correspondem à totalidade dos funcionários que estão aptos a trabalhar”, disse.

Segundo o autarca, desses 420 trabalhadores “261 estão aptos, 83 inaptos e 60 em situação de ausência há mais do que o tempo legalmente permitido”.

“Havia que avaliar as necessidades e responder. Por isso o município decidiu abrir concurso para contratação de 150 novos cantoneiros”, afirmou António Costa.