Assembleia Municipal de Lisboa
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AML - Reunião conjunta da 8ª e da 4ª Comissão Permanente
Parque de estacionamento no Príncipe Real indeferido
05-01-2015 AML com LUSA
Peticionários de parabéns

A presidente da Comissão Permanente do Ambiente da AML, e da Junta de Freguesia da Misericórdia, informou hoje que o parque de estacionamento subterrâneo previsto para o Príncipe Real, em Lisboa, e contra o qual foi apresentada uma petição na AML, não vai avançar.

Carla Madeira, presidente da 4ª comissão da AML disse hoje à agência Lusa, após a audição do vereador Manuel Salgado pelas comissões dos transportes e do ambiente realizada hoje na Assembleia Municipal, que, na sequência de um parecer negativo da Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC), a Câmara Municipal de Lisboa “indeferiu o projecto”. Em causa está o facto de a infra-estrutura poder “colocar em risco o património arquitectónico e a vegetação do jardim” do Príncipe Real, precisou a também presidente da Junta de Freguesia da Misericórdia.

Carla Madeira, que citou informações transmitidas hoje pelo vereador do Urbanismo da Câmara de Lisboa, Manuel Salgado, nas reuniões das comissões, explicou que o parecer da DGPC é de dia 09 de Dezembro e “chegou à Câmara a 30 de Dezembro, vésperas da passagem de ano, daí ser normal” só hoje ter sido divulgado.

Entregue em Setembro de 2014 na AML, e com discussão prevista para 13 de Janeiro, a Petição 7/2014 - Contra a construção de um parque automóvel subterrâneo na praça/jardim do Príncipe Real levou as comissões dos transportes e do ambiente da AML a solicitar à câmara, por intermédio da Presidente da Assembleia Municipal, o envio de uma cópia do processo existente nos serviços municipais relativo à referida obra, bem como posteriores audições do Vereador Manuel Salgado para esclarecimentos sobre este projecto e processo.

O projecto para a construção de um parque subterrâneo naquela zona foi pela primeira vez submetido à DGPC em 1996 e desde aí “foi sofrendo alterações”, acrescentou a autarca socialista. Ainda assim, para Carla Madeira, continua a existir a necessidade de estacionamento naquela zona, pelo que defende a construção de um outro parque.

“Não é possível construir ali, mas o meu desejo é que se construa na zona”, salientou, referindo-se por exemplo à criação de um parque de estacionamento no espaço onde funciona o Mercado do Rato e de outro no Bairro Alto, onde estava sediado o jornal “A Capital”. Apesar de o Mercado do Rato não estar situado na mesma zona da cidade, “já ajudaria” ter lá estacionamento, apontou a responsável, adiantando que “o ideal era haver estes dois parques, sendo os únicos espaços municipais em que a situação está a ser analisada”.

Num comunicado hoje divulgado, o deputado municipal do Partido pelos Animais e pela Natureza (PAN), Miguel Santos, também membro efectivo da Comissão de Ambiente e Qualidade de Vida da AML, congratulou-se com a decisão da DGPC, referindo que a obra “colocaria em risco o coberto vegetal de um jardim histórico, onde existem sete exemplares classificados como de Interesse Público, interferiria irreversivelmente com a circulação de água no solo e sobrecarregaria a circulação automóvel numa zona já de si saturada de trânsito”.

AML com LUSA