Assembleia Municipal de Lisboa
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reunião CML
Lisboa vai ter linha telefónica para doar sobras alimentares
16-01-2015 Inês Banha, DN
Lisboa é a primeira capital da Europa a ter um plano do género

A criação de uma linha telefónica contra o desperdício alimentar, que permita combinar a entrega a uma instituição de sobras de, por exemplo, uma festa de aniversário, é uma das acções a implementar no âmbito do Plano Municipal de Combate ao Desperdício Alimentar aprovado na quarta-feira por unanimidade na CML.

O objectivo é que, até Novembro do próximo ano, exista na capital uma rede que cubra a totalidade das 24 freguesias da cidade.
"O nosso compromisso é executá-lo o mais depressa possível. De seis em seis meses, vamos avaliar. Se acharmos que o plano está executado, antecipamos o fim", frisou o vereador dos Direitos Sociais, João Afonso, destacando que o papel do município será "concentrar" e "coordenar" o trabalho que tem vindo e que vier a ser realizado no terreno pelos restantes operadores.

A intenção foi reiterada pelo comissário municipal de combate ao desperdício alimentar, João Gonçalves Pereira, que salientou que a concretização do documento não terá qualquer custo financeiro para a CML, uma vez que a implementação das cerca de 20 acções previstas basear-se-á na "responsabilidade social das empresas". "A parte mais difícil vem agora", admitiu o centrista, vereador da oposição na autarquia de maioria socialista. Para já, são cerca de 70 os parceiros de um plano com diversos eixos: um de âmbito geral, que prevê a criação de um observatório do desperdício alimentar, e outros quatro específicos-voluntariado, gestão da recolha e distribuição, estruturação da rede, sensibilização e segurança alimentar, esta última uma área em que, para o comissário, não se pode "facilitar".

"Serão milhares e milhares de refeições", adiantou, escusando-se a adiantar números concretos de quantas pessoas podem vir a beneficiar deste apoio e quais são as freguesias de Lisboa com mais carências, por se tratar de aspectos que só agora serão estudados pelo Observatório do Desperdício Alimentar. A plataforma subsistirá mesmo após a extinção do comissariado. Lisboa é a primeira capital da Europa a ter um plano do género.
INÊS BANHA/DN