Assembleia Municipal de Lisboa
*
LX considerada pioneira pelas Nações Unidas
Lisboa combate desperdício alimentar
22-01-2015 OJE

Acaba de ser lançado o Plano Municipal de Combate ao Desperdício Alimentar de Lisboa, que inclui a criação de um Observatório do Desperdício Alimentar. O plano, sem financiamento municipal e considerado pioneiro pelas Nações Unidas, visa "agregar vontades, acções e contribuir para a consolidação de uma rede de cooperação entre diversos agentes que actuam no terreno", o que envolve a recolha de comida em restaurantes, por exemplo.

O vereador da Câmara de Lisboa com o pelouro dos Direitos Sociais, João Afonso, avançou, na apresentação da iniciativa, que o Comissariado Municipal de Combate ao Desperdício Alimentar (órgão criado para elaborar o plano) agrega mais de 70 parceiros, entre instituições, as 24 juntas de freguesia de Lisboa, o município e as forças políticas da capital, querendo "articular e compensar possíveis falhas para que a rede sirva toda a cidade por igual".

O vereador João Gonçalves Pereira, do CDS-PP, é o comissário do plano, constituído por cinco grupos de trabalho que se debruçam sobre segurança alimentar, voluntariado, gestão da recolha e distribuição, estrutura da rede e sensibilização. Os grupos são coordenados por entidades que trabalham contra o desperdício alimentar, como a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), a Dariacordar, a Comunidade Vida e Paz ou a Refood.

João Gonçalves Pereira explica que "temos zero cêntimos de orçamento municipal, vamos invocar a responsabilidade social das empresas para o envelope financeiro".

Os vereadores João Afonso e João Gonçalves Pereira não avançam quantas pessoas serão ajudadas com a iniciativa, referindo que ainda não foram averiguados números concretos. Porém, a Refood avançou que distribui cerca de mil refeições por dia e, segundo a responsável, a Dariacordar entrega, em média, 26 mil por mês.

O vereador João Afonso avança que serão feitas reuniões de acompanhamento a cada seis meses, sendo que o comissariado vai "articular este plano com a iniciativa da Capital Europeia do Voluntariado em 2015, para aumentar a visibilidade desta questão".

Hélder Muteia, responsável em Portugal pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), considera que Lisboa é pioneira com este projecto e que o mesmo deveria ser replicado a nível global.
OJE

Ainda sobre este tema, leia mais