Assembleia Municipal de Lisboa
 Foto: RR/Ana Rodrigues
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Conservatório por Conservar
Novo protesto em dia de visita dos deputados ao Conservatório Nacional
11-03-2015 LJ com RR , R. Renascença

Após relatório da Assembleia Municipal de Lisboa com alerta para as más condições da Escola de Música, continuam as acções de alunos, professores, e pais, para que o problema da degradação do edifício seja resolvido e os alunos possam voltar a ter aulas em segurança.

Os alunos vão aproveitar uma visita dos deputados da comissão de Educação às instalações da Escola de Música do Conservatório Nacional para novo protesto.

Antes da chegada dos deputados, e já com a comunicação social no local, os aspirantes a músicos deitaram-se no chão com cartazes sobre o corpo, em forma de protesto. Assim decidiram receber as visitas.

Na sexta-feira à noite, foi lançada uma petição em defesa do Conservatório Nacional, que já ultrapassou as quatro mil assinaturas, número necessário à discussão em plenário da situação, depois de validadas as subscrições pelos serviços da Assembleia da República.

O objectivo é chamar a atenção para a necessidade de restaurar o edifício, situado no perímetro classificado do Bairro Alto e que se encontra em avançado estado de degradação, impedindo as aulas.

Nesse sentido, existe um conjunto de acções programadas, que se vão manter. Entre quinta-feira e sábado, por exemplo, estão agendados concertos de protesto e uma marcha musical entre o Largo de Camões e a Praça dos Restauradores, em Lisboa, com passagem pelo Chiado e pelo Rossio.

Mantém-se também o pedido de audiência ao ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato.

O alarme quanto ao estado da Escola de Música do Conservatório Nacional soou na AML há quase um ano, em Abril de 2014.
Duas recomendações, uma do grupo municipal do PCP e outra dos deputados do PEV, aprovadas por unanimidade em plenário da assembleia, motivaram uma visita da 7ª Comissão Permanente da AML à escola de música, seguida da elaboração de um relatório no qual os deputados da comissão da cultura alertavam para as más condições do edifício.

Aquando da elaboração do relatório, apreciado pelo plenário em 4 de Novembro, sessão em que foi ainda aprovada, por unanimidade e aclamação, nova recomendação do PCP - pela classificação do Conservatório Nacional como Imóvel de Interesse Municipal -, a directora da escola e a associação de pais escreveram uma carta ao Ministro da Educação a pedir uma "intervenção urgente" no edifício, que já tinha atingido um "estado de insustentável degradação".

Depois de uma vistoria da Câmara Municipal de Lisboa, foram encerradas 10 salas por questões de segurança.

Na semana passada, Nuno Crato afirmou que as obras estavam prestes a avançar, nomeadamente no telhado, que é o problema mais urgente.

Mas a escola continuava a aguardar os orçamentos que foi incumbida de pedir pela Direcção Geral dos Estabelecimentos Escolares.

A comunidade escolar reclama uma intervenção de fundo no edifício, que se degrada há vários anos, mas só obteve autorização para reparações mais urgentes, que não incluem o sistema eléctrico, que a escola diz estar também em risco.

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