Assembleia Municipal de Lisboa
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Plataforma quer esclarecimentos sobre podas polémicas em Lisboa
03-06-2015 JRS (AYMN)//JLG, LUSA

A Plataforma em Defesa das Árvores exigiu, “com urgência”, esclarecimentos a várias juntas de freguesia de Lisboa sobre as recentes podas de árvores que geraram polémica na cidade.

A plataforma, criada recentemente, anuncia em comunicado hoje divulgado ter solicitado, “às várias juntas de freguesia onde tem havido operações de podas radicais/abates de árvores”, que lhe sejam facultadas, “com caráter de urgência”, um conjunto de informações sobre o assunto.

Os elementos da plataforma pretendem ter acesso, entre outros, aos relatórios da peritagem fitossanitária que estiveram na base da poda e/ou abate, ao nomes das empresas e/ou entidades emissoras dos pareceres, bem como daquelas a quem foram adjudicadas as empreitadas, e ao número, designação específica e idade dos exemplares identificados para poda e/ou abate, assim como os que foram efetivamente abatidos.

Pretendem também saber “se foram intervencionadas árvores classificadas ou abrangidas pelo raio de proteção de 50 metros de outras árvores e conjuntos que o sejam, e se foi devidamente aplicada a legislação/decreto em vigor”.

Na semana passada, a Câmara de Lisboa adiou a votação do regulamento do arvoredo, estipulando que as freguesias só possam fazer a poda de árvores mediante uma autorização municipal, apesar de o presidente salientar a “urgência” da sua aprovação.

Na apresentação do regulamento, o vereador dos Espaços Verdes, José Sá Fernandes, salientou que o documento já está pronto “desde março” e não surgiu apenas no seguimento de recentes podas polémicas, como no Jardim Cesário Verde (Arroios) e na Avenida Guerra Junqueiro (Areeiro), que geraram a contestação dos moradores.

Segundo o autarca, o município tem “acompanhado intervenções nalgumas freguesias”, reconhecendo que “noutras não tem corrido tão bem”.

A Plataforma em Defesa das Árvores é constituída por cidadãos em nome individual e por Organizações Não Governamentais (ONG), como a Associação Lisboa Verde, a Liga dos Amigos do Jardim Botânico, o Fórum Cidadania Lx, o Grupo de Amigos da Tapada das Necessidades e o Grupo Ecológico de Cascais.
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