Reuniões da AML retomam em Setembro

O próximo plenário da Assembleia Municipal de Lisboa está previsto para dia 11 de setembro às 15.00.

Assembleia Municipal de Lisboa
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Lisboa diz ter reduzido assessorias para um terço
25-06-2015 Público

João Paulo Saraiva, vereador das finanças, comparou gastos e orçamentos de 2014 com os de 2005, ano de gestão social-democrata do município. "Quando estavam no poder, havia 3,3 milhões de euros associados a este tipo de contratações", disse o autarca, referindo-se a 2005.

O vereador das Finanças da Câmara de Lisboa veio ontem contestar afirmações de Teresa Leal Coelho em entrevista ao PÚBLICO sobre os gastos camarários de 2,2 milhões de euros com a contratação de assessoria externa. João Paulo Saraiva dispôs-se a fazer a comparação com anterior gestão social-democrata do município para destacar a redução nos gastos com este tipo de assessorias. "Quando estavam no poder, havia 3,3 milhões de euros associados a este tipo de contratações", disse o autarca, referindo-se a 2005.

Saraiva acrescentou depois que o executivo socialista "tem vindo a levar a cabo uma trajectória descendente" sobre estas despesas. "Este valor (o referente a 2005) é comparável com o valor de 2014, que é de 979 mil euros." Um valor, adiantou, que tinha de ter em conta o "contencioso enorme" com o actual Governo, que abarca os transportes, a Simtejo e a Bragaparques. Sem precisar a quantidade de contratos ou o número de entidades envolvidas, Saraiva acrescentou ainda que as actuais despesas se distribuem em assessorias relacionadas com "patrocínios jurídicos forenses", estudos ambientais e assessoria informática.

Por outro lado, a Câmara de Lisboa distribuiu aos jornalistas um documento sobre a diminuição da dívida do município entre 2007 e 2014 que aponta para uma redução de 511,4 milhões de euros (de 1129,7 para 618,3 milhões de euros). De acordo com as contas da autarquia, a dívida baixou 45,3%.

Números que não coincidem com os referidos por Teresa Leal Coelho na entrevista. Segundo a deputada do PSD, "nos quase oito anos de António Costa enquanto presidente da câmara, não diminuiu a dívida. A dívida foi diminuída já na governação da coligação, por intervenção do Governo da República, que assinou um memorando com o qual financiou a câmara municipal e designadamente a dívida em 286 milhões de euros, que vieram a abater à dívida da câmara. Feitas as contas, retirando a intervenção do Governo, a dívida subiu em cerca de 4,6% daquilo que herdou".