Assembleia Municipal de Lisboa
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Lisboa homenageia vítimas dos atentados de Paris
14-11-2015 com CML

Os lisboetas prestaram homenagem às vítimas do ataque terrorista em Paris, numa cerimónia que decorreu junto à Torre de Belém, no dia 14 de novembro, menos de 24 horas após os bárbaros atentados haverem colhido a vida a mais de uma centena de parisienses (incluindo, pelo menos, um cidadão português). Após um minuto de silêncio, seguido da Marselhesa (hino nacional de França), o presidente da Câmara Municipal de Lisboa e o embaixador de França em Portugal procederam ao ato simbólico de acender a iluminação da Torre de Belém com as cores da bandeira francesa.

Para além do autarca lisboeta e do embaixador francês, estiveram na cerimónia a ministra da Cultura, Igualdade e Cidadania, Teresa Morais, o secretário de Estado da Cultura, Nuno Vassalo e Silva, o presidente da Comunidade Islâmica de Lisboa, Abdool Vakil, e a diretora da Torre de Belém, Isabel Almeida.

"Estamos com todos os que em Paris estão a sofrer e estamos todos unidos na luta contra estes atos de barbárie, contra os terroristas e contra o extremismo", disse Fernando Medina, para quem "a melhor forma de combatermos o extremismo e o radicalismo é precisamente não abdicarmos dos valores da civilização: a liberdade, a democracia e a tolerância. Se em algum momento abdicarmos destes valores é porque os nossos inimigos ganharam esta guerra". Referindo-se à presença do presidente da Comunidade Islâmica de Lisboa, Abdool Vakil, Medina sublinhou esse facto como uma demonstração desses mesmos valores.

O embaixador francês, Jean-François Blarel, exprimindo-se em português, agradeceu esta iniciativa da Câmara Municipal de Lisboa. "O atentado desta vez visou o povo", sublinhou. A ministra da Cultura, Teresa Morais, lembrou que as primeiras vítimas do terrorismo são as próprias populações dos territórios ocupados pelos terroristas. E Abdool Vakil, em nome dos muitos milhares de muçulmanos que vivem e trabalham em Lisboa, ombro a ombro com os lisboetas de todas as origens, credos e culturas, repudiou veementemente o terrorismo, que classificou de "anti-islâmico, pois Islão é amor e não ódio". "Oxalá Deus não permita estes atentados em Portugal", foi o voto que Vakil formulou.