Assembleia Municipal de Lisboa
*
96ª reunião AML - 23 de Fevereiro 2016
Assembleia quer que câmara pondere compra do Estrela Hall
23-02-2016 Inês Boaventura , Público

A Assembleia Municipal de Lisboa quer que a câmara equacione a possibilidade de adquirir “o quarteirão em que se insere o Estrela Hall”, edifício onde a Associação de Teatro Inglês The Lisbon Players desenvolve a sua actividade desde 1947. Está em causa um investimento de 3,5 milhões de euros.

Na recomendação que foi votada esta terça-feira, e que mereceu o apoio unânime dos deputados da assembleia municipal, explica-se que esse valor inclui “a totalidade do lote cadastral compreendido pelo edifício do teatro, todo o antigo Hospital Britânico, o edifício da sede da Ordem dos Economistas, o edifício da Rua da Estrela n.º 2 e o Cemitério Judeu”.

O documento foi subscrito pela presidente da assembleia municipal, que nele sublinha que os The Lisbon Players se tornaram, ao longo dos seus 69 anos de actividade, “parte integrante e insubstituível da vida cultural de Lisboa”. Para Helena Roseta, a associação de teatro e o próprio Estrela Hall “têm funcionado como embaixadores de cultura de língua inglesa para um público internacional, sendo uma peça fundamental da dimensão internacionalizante do panorama cultural da cidade”.

Notando que no passado mês de fevereiro a Embaixada Britânica informou os The Lisbon Players “sobre a iminente alienação da totalidade deste quarteirão é propriedade do Estado Britânico a um investidor privado”, Helena Roseta decidiu recomendar à câmara que “pondere a possibilidade de exercer, nos termos da lei, o direito de preferência na aquisição”.

A autarca defendeu também que o município não deve permitir “a alteração de uso do edifício Estrela Hall, classificado no Plano Director Municipal como equipamento” e que deve analisar “a melhor forma de garantir a permanência da associação The Lisbon Players no edifício”.

Esta recomendação acabou por ser também subscrita pelo presidente da Junta de Freguesia Campo de Ourique, que considerou existir “interesse público” que justifica a aquisição deste activo pela câmara. Para o antigo Hospital Inglês, Pedro Cegonho adiantou já um uso possível: a instalação da Unidade de Saúde Familiar Santo Condestável e eventualmente de outras unidades da mesma zona de Lisboa.