Assembleia Municipal de Lisboa
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109ª reunião AML - 31 de Maio 2016
Quais devem ser as prioridades na expansão do metro de Lisboa?
01-06-2016 Inês Boaventura, Público
Campo de Ourique e Alcântara surgem como fundamentais

A expansão da Linha Amarela a Alcântara e o prolongamento da Linha Vermelha até Campo de Ourique devem ser as prioridades no desenvolvimento da rede do Metropolitano de Lisboa. Este é o entendimento dos Cidadãos por Lisboa, que manifestam a expectativa de que a Câmara de Lisboa e o Governo consigam alcançar um "entendimento" nesse sentido.

A posição do movimento, que nas últimas eleições autárquicas integrou as listas do PS, foi expressa na Assembleia Municipal de Lisboa por José Alberto Franco. Para o deputado, são duas as "opções estratégicas" que devem presidir à expansão do metro: "densificar a rede no interior da cidade", de forma a "servir os bairros mais densamente habitados e as novas centralidades", e "recuperar a ligação directa da Linha de Cascais ao eixo terciário principal da cidade".

Na intervenção que fez na reunião de ontem, o autarca constatou que quem viaja na Linha de Cascais é hoje obrigado a fazer "dois transbordos" para chegar a áreas como o Saldanha e as Avenidas Novas. Algo que, frisou, poderia ser evitado com a ligação da estação ferroviária de Alcântara-Mar ao Metropolitano de Lisboa, obra que permitiria também "descongestionar a interface do Cais do Sodré".

Já o prolongamento da Linha Vermelha a Campolide, às Amoreiras e a Campo de Ourique "impõe-se como uma nova prioridade da expansão da rede", sustentou José Alberto Franco. O deputado municipal apontou ainda a possibilidade de "no futuro" ser criada, "no Alvito", uma correspondência entre o metro e os comboios da Ponte 25 de Abril.

Já Sobreda Antunes, d'Os Verdes, lembrou que "vários têm sido os projectos e os anúncios, os avanços e os recuos" no que ao desenvolvimento da rede do Metropolitano de Lisboa diz respeito. Nesse sentido, o deputado defendeu que "o mais importante é estabelecer-se uma estratégia prévia de expansão", que valorize "pontos de ligação a interfaces diversificados".

Observando que a actual rede é "desequilibrada", abrangendo maioritariamente "a metade central e oriental da cidade", Sobreda Antunes considerou que o prolongamento que vier a ser feito "deve dirigir-se para ocidente e para a periferia".