Assembleia Municipal de Lisboa
111ª reunião AML - 21 de Junho 2016
Recomendações à Câmara
22-06-2016 FYM (AYMN) // JPS, LUSA

A Sessão Ordinária de Junho da AML foi pródiga em moções e recomendações ao executivo da cidade.

Os deputados da cidade aprovaram ontem, por unanimidade, recomendações do BE para a adaptação dos parques infantis do concelho às crianças com deficiência, dos Cidadãos por Lisboa para que sejam realizadas obras de conservação e preservação no Torreão Poente da Praça do Comércio, e ainda um texto do PEV por uma "posição proactiva" do executivo face às Lojas do Cidadão.

Na reunião foi ainda aprovada, com a abstenção do BE, uma recomendação do CDS-PP para que a Câmara de Lisboa "estude e implemente uma solução de mobilidade" na Alameda da Cidade Universitária, em Alvalade, onde têm acontecido dificuldades de acesso para veículos de emergência.

Chumbada foi uma recomendação do PAN (Pessoas-Animais-Natureza) com vista à elaboração de um Regulamento Municipal do Animal.

A recomendação mereceu os votos contra do PS, Parque das Nações por Nós (PNPN), PSD, MPT, CDS-PP, Cidadãos por Lisboa (movimento independente eleito nas listas socialistas) e PCP e os votos favoráveis do PAN, PEV e de uma deputada socialista, tendo o BE se abstido.

O documento continha como anexo uma versão preliminar do regulamento que, segundo o deputado Miguel Santos, único representante do partido na AML, pretendia ser "apenas uma referência".

Esse texto frisava que "o município de Lisboa pretende garantir a devida protecção dos animais no território do seu município, sancionando devidamente os maus tratos a animais, implementando programas de controlo de populações de animais de acordo com os mais exigentes critérios de bem-estar, e promovendo uma verdadeira integração dos animais de companhia nas comunidades humanas em benefício de ambos".

Foram vários os grupos municipais que manifestaram reservas devido ao anexo, tendo a presidente da AML, Helena Roseta, proposto que o documento fosse retirado da recomendação.

Porém, Miguel Santos não anuiu, reforçando que este "é só um documento de trabalho e não é vinculativo".

Antes de a proposta ser apreciada, Miguel Santos considerou que "a população exige que se dê um passo em frente".

"Se chumbarmos estamos a dar um passo atrás e estamos a perder uma oportunidade de ouro para mudar a questão dos direitos dos animais", advogou.

Na recomendação apresentada ao plenário, o deputado municipal explicou que o partido está em conversações com a maioria PS na Câmara de Lisboa desde 2013 "no sentido de trazer melhorias para o bem-estar dos animais no concelho de Lisboa".

Segundo o autarca, estes contactos já possibilitaram o fim do abate de animais no canil municipal e a nomeação de um provedor do animal (cargo agora ocupado por Inês Sousa Real).

Em declarações à Lusa, Inês Sousa Real afirmou que participou em duas reuniões com o PAN e também com o vereador do pelouro, Duarte Cordeiro, e que na altura foram notórias algumas discórdias em relação a alguns pontos do documento.