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O Impacto do Turismo na Cidade de Lisboa
Debate Temático
2ª Sessão
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Assembleia Municipal de Lisboa
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1 de Dezembro
Dia da Restauração
01-12-2016 AML com CML

Assinala-se hoje, no 1º de Dezembro, a passagem de mais um aniversário do Dia da Restauração, data que é de novo feriado no calendário nacional. Recordando que durante período em que este feriado foi suspenso, entre 2013 e 2016, foi este dia sempre assinalado e celebrado em Lisboa, pela Câmara Municipal, como "uma data maior da História de Portugal, fundamento da memória e da identidade colectiva".

O feriado civil mais antigo, celebrado desde os tempos da monarquia constitucional, foi este ano reposto, celebrando-se de novo por todo o País o golpe revolucionário de 1 de Dezembro de 1640, que acabou com o domínio da dinastia filipina sobre Portugal, retirando Portugal do domínio espanhol e colocando no trono D. João IV. Golpe designado como a Restauração da Independência.

Celebrando-se também hoje a restauração do feriado da Restauração, para além de recordar o que foi esse 1 de Dezembro de 1640, deixamos a memória das celebrações de Lisboa, em 2013, primeiro ano em que se suspendeu o feriado desse dia que a cidade não deixou de assinalar.

1 de Dezembro de 1640

Ao nascer do dia 1 de Dezembro de 1640, entram no palácio real cerca de 40 nobres portugueses, conhecidos pelos «conjurados», que rapidamente controlam a guarda. Procuram o secretário de estado Miguel de Vasconcelos cuja morte tinha sido inicialmente determinada. Executam-no, e obrigam pela força a duquesa de Mântua a ordenar a rendição das forças fieis ao monarca Habsburgo no castelo de São Jorge, e nas fortalezas que defendem o rio Tejo, a torre de Almada e a torre de Belém.

Miguel Vasconcelos é atirado pela janela do paço. A expressão defenestrado ou atirado pela janela é normalmente utilizada para referir traidores favoráveis a Espanha, embora noutros países também encontremos a expressão, como forma de matar usurpadores.
Só por volta das 10:00 horas da manhã é que o povo de Lisboa tem conhecimento do sucedido, já o duque de Bragança é Rei de Portugal.

Embora guiada e conduzida pela nobreza portuguesa, a revolução tem uma aceitação total. Em todo o país quando se conhece a boa nova da destituição da duquesa e do fim do domínio dos Habsburgos, há movimentações de regozijo. As várias cidades do país declaram o seu apoio a D. João IV em poucos dias. No dia seguinte pela manhã, 2 de Dezembro, a notícia chega a Setúbal, onde a população cerca a fortaleza de São Filipe, onde se encontrava uma guarnição de italianos e alemães e é tomada a fortaleza do Outão, garantindo assim a protecção de Lisboa contra eventuais desembarques.

O duque de Bragança só chega a Lisboa no dia 6 de Dezembro para ser aclamado rei, com o título de D. João IV. Nas duas semanas que se seguem - todo o país - nobres e municípios, se declara por D. João IV, sem que seja disparado um único tiro.

Quando a notícia começa a chegar ao reino de Castela os estudantes portugueses da universidade de Salamanca abandonam a cidade e voltam a Portugal para se alistarem no exército.

Já os nobres portugueses que se encontravam em Madrid dividem-se em dois grupos.
Enquanto uma parte junta os seus haveres e volta para Portugal, outra parte acabará por preferir as vantagens e o dinheiro que a sua presença na corte madrilena lhes dava, não retornando a Portugal e mesmo lutando contra a independência do seu próprio país.