Assembleia Municipal de Lisboa
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Memorial ao 25 de Abril no Campo de Santana
25-04-2017 CML

A noite de 24 para 25 de abril viu inaugurar um Memorial à Revolução de 25 de Abril de 1974 no Campo dos Mártires da Pátria (Campo de Santana), da autoria do artista Rui Pereira, por iniciativa da Junta de Freguesia de Arroios.

O ato inaugural contou com a presença de uma escolta de alunos da Academia Militar, para além dos presidentes da Câmara Municipal de Lisboa e da Junta de Freguesia de Arroios, respetivamente, Fernando Medina e Margarida Martins, do vereador dos Direitos Sociais, João Carlos Afonso, e de representantes de instituições sedeadas na vizinhança, como a Academia Militar (pelo seu comandante, major-general João Botelho Vieira), a Embaixada da Alemanha (pelo embaixador Christof Weil) e a Faculdade de Ciências Médicas (com o diretor, Jaime da Cunha Branco), para além do autor da peça, o artista Rui Pereira.

Igualmente presente esteve o coronel Maia Loureiro, um militar de Abril que, na ação libertadora de 1974, então com o posto de alferes, integrou a coluna de Salgueiro Maia da EPC de Santarém até ao Terreiro do Paço. A fotografia de Maia Loureiro, da autoria de Eduardo Gageiro, mostrando o jovem militar de capacete e óculos escuros a fazer o V de vitória com os dedos tornou-se uma das imagens icónicas da jornada revolucionária.

Na ocasião, a presidente da Junta de Freguesia de Arroios, Margarida Martins, agradeceu a presença de todas as entidades presentes e o trabalho da sua equipa autárquica, considerando ser esta uma forma de perpetuar a memória de tão relevante acontecimento na história portuguesa. O vereador dos Direitos Sociais, João Afonso, sublinhou o facto de a Revolução de Abril ter permitido reconquistar os direitos cívicos e de a sua evocação ajudar a continuada construção da "igualdade no acesso aos direitos humanos".

Antes do ato de descerramento da placa que fica a assinalar esta inauguração, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, destacou o lado pedagógico da evocação do Dia da Liberdade quando a maioria da população portuguesa já nasceu depois de 1974, não como a cultura de uma memória do passado mas como um exemplo para o futuro, recordando os grandes progressos que alavancaram o país nestas quatro décadas de democracia, "muito em tão pouco tempo", nos campos da educação, da saúde e das condições de vida dos portugueses.