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Assembleia Municipal de Lisboa
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13ª reunião da AML - 6 de Março
Informação escrita da CML
07-03-2018 com LUSA

Obras da 2ª Circular, bicicletas, e Carris, trazem transportes para a ordem do dia da Informação Escrita apresentada pelo presidente da Câmara à Assembleia Municipal da capital.

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, manifestou a intenção de estender a rede de bicicletas partilhadas da capital, a Gira, às zonas da Cidade Universitária, Amoreiras e Lumiar.

"O próximo ciclo deve abranger naturalmente a Cidade Universitária e isso está já falado com a universidade, a próxima colocação de estações", começou por dizer o presidente da Câmara na Assembleia Municipal de Lisboa. A nova fase da Gira deve "abranger também a zona das Amoreiras e as zonas de Telheiras e do Lumiar, como fortes áreas residenciais".

Com vista a esta expansão, Fernando Medina afirmou que já deu "orientações no sentido de se fazerem os estudos preparativos do que será a nova fase seguinte da Gira", uma vez que o objectivo do município é que "as principais áreas (da cidade) estejam cobertas" por esta rede. "Nós hoje já temos o grau de confiança suficiente de que a Gira é um bom sistema, é um sistema de sucesso, cumpre uma função essencial na mobilidade de último quilómetro, a ligação entre meios de transporte públicos e grandes pontos de frequência de pessoas", considerou.

Para já, o sistema foi desenhado com um total de 140 estações e 1.410 bicicletas. Das 140 estações, 92 ficarão localizadas no planalto central da cidade, 27 na baixa e frente ribeirinha, 15 no Parque das Nações e seis no eixo entre as avenidas Fontes Pereira de Melo e da Liberdade.

"O que temos previsto é que até 31 de Março possam entrar em funcionamento entre 30 a 40 estações adicionais, depende agora de questões técnicas associadas à obra física da ligação dos ramais de electricidade, e que possamos fazer crescer este número até às cerca de 140 estações" já previstas, disse o socialista.

Antes, Fernando Medina tinha dito que "os primeiros números" relativos à utilização da Gira permitem provar a "derrota dos cépticos, de quem sempre criticou a aposta na bicicleta".

"Só neste período que ainda estamos em fase de testes, e só com um terço da rede a funcionar, já existem quase cinco mil inscritos com passes anuais e já se realizaram mais de 133 mil viagens", precisou, acrescentando que destas "30 mil" foram efectuadas em Fevereiro, "com uma média de quatro viagens por bicicleta".

Na opinião do líder do executivo municipal, estes números permitem "concluir que o sistema das bicicletas partilhadas é um sucesso na cidade de Lisboa, e vai ser um sucesso ainda maior".

Medina expôs esta posição no período dedicado à informação escrita do presidente, depois de interpelado pela deputada Isabel Pires, do Bloco de Esquerda.

E a Carris?

Questionado também quanto à Carris, Medina disse que "nos últimos 100 dias entraram já 42 trabalhadores, maioritariamente afectos ao serviço dos eléctricos, guarda-freios".

O objectivo do município é a contratação de 250 trabalhadores até ao final do ano.

Quantos aos novos autocarros chegam à empresa "em Julho", acrescentou o presidente da Câmara de Lisboa.

Ainda sobre a rodoviária da capital, o autarca salientou que "todos os meses está a aumentar a oferta", sendo que em Janeiro "aumentou em 6% os quilómetros percorridos", face a igual período homólogo.

Na sua intervenção da informação escrita do presidente, Medina aproveitou também para informar os deputados municipais que o Campo das Cebolas abrirá "dentro de poucos dias" ao público, e que as obras no Palácio Nacional da Ajuda também irão ter início no mesmo período.

Sobre a 2ª Circular

"Depois de termos de tomar a decisão sobre o projecto da Segunda Circular, eu anunciei que íamos fazer um conjunto de intervenções de urgência sobre os pontos críticos", começou por dizer o socialista aos deputados da Assembleia Municipal de Lisboa.

Segundo o presidente da autarquia, "essas intervenções de urgência foram feitas, estão listadas, estão identificadas e quantificadas".

"E iremos continuar a fazer, até ao momento em que a câmara apresente, aprove e tenha condições para avançar com um projecto mais vasto relativamente à Segunda Circular", precisou o autarca.

Medina foi questionado sobre a obra da Segunda Circular pelo deputado do PSD António Prôa (que foi vereador social-democrata no último mandato), durante o período destinado à informação escrita do presidente.

O social-democrata disse ter estranhado que o documento não referisse Segunda Circular e que o orçamento municipal em vigor também não. "O presidente teimou que a obra era urgente", afirmou Prôa, salientando que "passadas as eleições não há obra e passadas as eleições não há orçamento que as preveja". Assim, o eleito questionou Medina sobre se "a obra deixou de ser urgente ou se a Câmara mudou de ideias".

Em resposta, o presidente da câmara apontou que o deputado "está ansioso por uma nova polémica". "Cá estaremos prontos para isso", acrescentou.

Em Setembro de 2016, a Câmara de Lisboa anulou o concurso da Segunda Circular e abriu um inquérito para averiguar eventuais conflitos de interesses, detectados pelo júri do procedimento, por parte de um projectista que também comercializa a mistura betuminosa que iria ser usada no piso (RAR).

Entretanto, uma auditoria interna admitiu que o projectista poderá ter prejudicado as empresas concorrentes devido à forma como prestou esclarecimentos, tendo sempre como referência esse produto que comercializa.

Esta conclusão levou o presidente da Câmara de Lisboa a pedir ao Ministério Público para analisar o caso.

Orçada em mais de 10 milhões de euros, a empreitada visava melhorar a fluidez do tráfego e conferir mais segurança.

Ainda em resposta ao PSD na reunião plenária da Assembleia Municipal, Fernando Medina afirmou que a requalificação da Praça de Espanha "vai ser das intervenções mais importantes de espaço público deste mandato".

Esta zona terá "um jardim que será cerca o dobro em área do que é o Jardim da Estrela", salientou.