Assembleia Municipal de Lisboa
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100ª reunião AML - 29 de Março 2016
Assembleia Municipal de Lisboa condena atentados de Bruxelas e Lahore
29-03-2016 LUSA

A Assembleia Municipal de Lisboa (AML) aprovou hoje, por unanimidade, dois votos de pesar e condenação face aos recentes atentados ocorridos na Bélgica e no Paquistão, que resultaram na morte de mais de 100 pessoas.

Os deputados municipais começaram por apreciar o voto de pesar apresentado pelo PS, tendo a AML deliberado "expressar a sua mais determinada condenação dos atentados terroristas de Bruxelas e o seu mais profundo pesar pelas vítimas".

"Não podemos esquecer todos os inocentes, incluindo cidadãos portugueses, que foram vítimas desta ação criminosa levada a cabo em nome de fundamentalismos que violam os direitos fundamentais dos cidadãos, a começar pelo direito à vida, que não podemos aceitar e que repudiamos vivamente", refere o voto.

A Assembleia manifestou, também, "a sua solidariedade para com as famílias das vítimas, para com a cidade de Bruxelas, o povo belga e o Reino da Bélgica", repudiando, por outro lado, as "ações de grupos de extrema-direita em Bruxelas na sequência dos atentados".

Para o PS, "Bruxelas, como sede das instituições europeias e ponto de encontro de povos e culturas, é um símbolo" que não pode ser "abalado pelo terror e medo provocado por aqueles que nada têm para oferecer ao mundo, a não ser destruição e miséria". "E é nestes momentos que temos de afirmar a nossa solidariedade" e mostrar "que não hesitaremos na luta contra o terrorismo, nem vacilaremos nas nossas convicções democráticas, de sociedades livres e abertas e que assim se querem manter", vinca o documento.

A 22 de Março, mais de 30 pessoas morreram em dois ataques provocados por bombistas suicidas no aeroporto Bruxelas-Zaventem e na estação de metro Maelbeek, na capital da Bélgica. Os atentados causaram igualmente 340 feridos.

O voto de condenação apresentado pelo PCP, também aprovado hoje por unanimidade, estende-se às vítimas do ataque de domingo em Lahore, no Paquistão.

A AML aprovou "condenar firmemente os atentados ocorridos nos últimos dias no Paquistão e na Bélgica, e expressar a sua consternação e os sentimentos de pesar aos familiares das vítimas, assim como a sua solidariedade aos povos belga e paquistanês".

O documento condena, também, "a instrumentalização de sentimentos genuínos de indignação, para, a seu coberto, se promoverem sentimentos racistas e xenófobos, que têm alimentado o crescimento de forças de extrema-direita e de cariz fascista na Europa". "O terrorismo, quaisquer que sejam as suas causas, formas e objetivos proclamados, serve sempre as estratégias e os interesses mais reacionários e sinistros e é inseparável das políticas de exploração e opressão e da lógica do militarismo e da guerra", sublinha o PCP.

Pelo menos 72 pessoas morreram e 359 ficaram feridas num atentado suicida no domingo à tarde, no parque Gulshan Iqbal, próximo de um parque infantil, cheio de famílias que ali se encontravam a festejar a Páscoa. Os talibãs paquistaneses reivindicaram o atentado e afirmaram que visavam os cristãos, grupo que constitui um pouco menos de 2% da população do país de 200 milhões de habitantes, maioritariamente muçulmanos sunitas.