Assembleia Municipal de Lisboa
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visita 4ª CP
Câmara de Lisboa reflorestou o Aquaparque
17-05-2016

Os deputados da 4ª Comissão Permanente desta assembleia visitaram pela segunda vez o Parque Florestal de Monsanto. Visita que incluiu observar os trabalhos em curso no Ex-Aquaparque.

Câmara de Lisboa reflorestou o Aquaparque

"Não sei se estão a ver como é que isto era Era uma coisa absolutamente gigantesca de construção", observa o vereador José Sá Fernandes, enquanto os seus olhos se perdem pelo local onde em tempos funcionou o Aquaparque. Sem revelar ainda que projecto tem a Câmara de Lisboa para o espaço, o autarca diz que "o essencial" já foi feito: a maior parte das construções foi demolida e o terreno foi "reflorestado".

O ex-Aquaparque foi um dos pontos de uma visita que os deputados da Comissão de Ambiente e Qualidade de Vida da Assembleia Municipal de Lisboa realizaram esta segunda-feira a Monsanto. A acompanhá-los estiveram o vereador Sá Fernandes, que tem o pelouro da Estrutura Verde, e a chefe de Divisão de Gestão do Parque Florestal, Maria Helga Furtado.

No antigo parque aquático, que fechou as portas em 1993 na sequência da morte de duas crianças, já não há piscinas ou escorregas. "Foram demolidas todas as construções de grande e média dimensão", explica Maria Helga Furtado, acrescentando que "a ideia foi naturalizar ao máximo o terreno". E também, admite, "apagar a ideia da água e de tudo o que aconteceu".

"Isto era um mar de betão", recorda por sua vez Sá Fernandes, que em vez de falar no espaço de nove hectares como o ex-Aquaparque prefere usar a designação anterior a essa: Quinta de Santo António.

"A minha ideia era abrir ao público, depois de dar uma pintadela nisto", diz o autarca, referindo-se a um conjunto de telheiros existentes no local e à entrada, que se encontra coberta de graffiti. Mas os serviços municipais, conta, pediram-lhe que esperasse, "para preservar a parte reflorestada" mais recentemente.

O vereador, que não aponta para já uma data de abertura do espaço no Restelo, remete para Junho ou Julho a apresentação pública do projecto que o município tem para o local. "Não vai haver construção nenhuma, estejam descansados", garante aos deputados municipais, acrescentando que também não haverá concessões. A única excepção, admite, poderá ser "uma pequena cafetaria".

Sem fazer grandes revelações, Sá Fernandes diz que "em princípio" a vedação existente é para manter e que o espaço deverá permanecer fechado durante a noite, podendo ser usufruído pela população apenas durante o dia. O autarca fala ainda na instalação de barbecues, de iluminação solar e da criação de um parque para cães (sugerida pelo presidente da Junta de Freguesia de Belém), deixando a promessa de que "a ideia que aí vem é muito engraçada".

Por resolver, adianta, está um processo em tribunal, intentado por uma empresa à qual a câmara atribuiu a concessão do espaço (já depois do encerramento do parque aquático) para aí instalar um parque aventura. "Está para lá num tribunal qualquer. Provavelmente a câmara irá pagar alguma coisa. Espero que pouco", disse, explicando que a empresa reivindica o pagamento de uma indemnização por parte do município.