Assembleia Municipal de Lisboa
foto JOSÉ CARLOS PRATAS / GLOBAL IMAGENS
foto JOSÉ CARLOS PRATAS / GLOBAL IMAGENS
113ª reunião AML - 6 de Julho 2016
Obras na Praça do Areeiro em Lisboa começam em agosto
06-07-2016 AML com DN

A Praça Francisco Sá Carneiro, vulgarmente conhecida por Praça do Areeiro, em Lisboa, será intervencionada em Agosto, numa obra que visa a pavimentação e a correcção da placa central, informou ontem a Câmara Municipal de Lisboa durante a sessão plenária do parlamento da cidade.

"Vamos assumir a pavimentação total da praça, a correcção da placa central (área central da rotunda) e a repavimentação do troço da Avenida Almirante Reis até à Alameda, com início em agosto de 2016, e estimamos que a obra vá durar cerca de um mês", afirmou o vice-presidente do município de maioria socialista, Duarte Cordeiro, na Assembleia Municipal.

Respondendo a uma declaração política e recomendação apresentada pelo presidente da Junta do Areeiro, Fernando Braamcamp (deputado municipal do PSD), Duarte Cordeiro disse que "a Câmara Municipal articulou as obras de recuperação da Praça do Areeiro com o Metropolitano de Lisboa".

O vice-presidente do executivo apontou a ampliação da estação do Metro para abril de 2017, enquanto a zona norte da praça "será executada pelo Metropolitano, depois de concluída a estação e o elevador que conduz à superfície". A obra que visa a pavimentação deverá ter um custo de 200 mil euros.

O presidente da Junta de Freguesia do Areeiro vincou que "agora cabe à Câmara, em nome da cidade, resolver o problema", preferencialmente "o mais rápido possível".

Fernando Braancamp apelou mesmo ao presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, para que "copie a imagem do antecessor", o atual primeiro-ministro António Costa, e "comece a trabalhar na Praça do Areeiro".

O PS pediu a palavra durante a discussão do tema para declarar que "continua a revelar-se a inoperância do Metro relativamente às obras de superfície no Areeiro".
O deputado municipal Manuel Lage considerou que "as obras de requalificação devem ser concluídas e o espaço deve ser devolvido à cidade".

Já o PCP sublinhou que "não é explicável que a Câmara não tenha publicamente notificado, pressionado o Metro" neste sentido.

A Assembleia Municipal de Lisboa aprovou, por unanimidade, a recomendação para que o município "confronte, mais uma vez, o Metropolitano de Lisboa exigindo que esta empresa inicie, de imediato, a obra à superfície e a termine num prazo máximo de seis meses, assumindo a sua responsabilidade neste processo".

A recomendação prevê também que o município "proceda, quanto antes, às diligências necessárias para a concretização da requalificação do espaço público da Praça Francisco Sá Carneiro, sem mais adiamentos", por forma a realizar a obra "até ao final do presente ano".

Os deputados aprovaram, também por unanimidade, uma recomendação do PEV para "sensibilizar o Governo para a necessidade da urgente definição de uma estratégia nacional que configure um plano de ação de combate ao desperdício alimentar".

A mesma votação mereceu a proposta de um debate sobre habitação na cidade, apresentada pelos deputados socialistas e independentes, que deverá ser dividido em três sessões, a primeira agendada para dia 14 de Julho, às 18h

Já a moção do PCP para "apoiar as lutas das populações na defesa urgente do cumprimento do direito constitucional à protecção na saúde", que foi votada de formas variadas nos diferentes pontos, mereceu os votos favoráveis do PS, independentes eleitos pelo PS, Parque das Nações por Nós (PNPN), BE, PCP, PEV, MPT, PAN, PSD e a abstenção do CDS-PP.