Assembleia Municipal de Lisboa
Voto 01/075 (PS) - Saudação pela reabilitação e recuperação de Lisboa do papel para a rua
30-06-2015

Agendado: 75ª reunião, 30 de Junho de 2015
Debatido e votado: 75ª reunião, 30 de Junho de 2015
Resultado da Votação: Aprovado por Maioria com a seguinte votação: Favor: PS/ PSD/ CDS-PP/ PAN/ PNPN/ 6 IND - Abstenção: PCP/ BE/ PEV/ MPT
Passou a Deliberação: 161/AML/2015
Publicação em BM: 4º Suplemento ao BM nº 1115

Voto de saudação

A inauguração dos Terraços do Carmo marcou o fim do plano de recuperação do
Chiado depois do grave incêndio de 1988.

O Executivo Municipal inaugurou no passado dia 10 de Junho, o miradouro dos
Terraços do Carmo, que liga o Largo do Carmo à Rua Garrett, concluindo o plano de
recuperação do Chiado, quase 27 anos e vários executivos depois do incêndio de 1988.

Da autoria do arquiteto Siza Vieira, a construção deste jardim suspenso - que irá contar
com uma esplanada - Lisboa ganhou, além de uma ligação pedonal entre o Convento
do Carmo e a Rua Garrett, "uma nova varanda sobre a cidade".

São, de facto, intervenções como esta que permitem recuperar a "autenticidade" da
cidade.

Esta obra é "uma versão ampliada e melhorada" do plano inicial, já que não constava
do projeto inicial a criação de "um novo miradouro" nos terraços junto ao convento.

A intenção inicial era promover a ligação entre a Rua Garrett e o Convento do Carmo.
Só a partir de 2007, é que a ideia de abrir "mais uma praça, mais um espaço público"
nos terraços que até aí estavam ocupados com "barracões" da GNR foi ganhando
forma.

Deixamos aqui assim uma grande palavra de apreço ao Arquiteto Siza Vieira, que
esboçou para o Chiado um plano extremamente rigoroso, fundado na história, com o
qual ensinou a intervir sobre a cidade existente, com a excelência que é também ela
uma marca do seu trabalho.

Não esquecemos os incómodos sofridos pelos lojistas da Rua do Carmo, que serão
indemnizados, como já assumido publicamente pelo Executivo Camarário.

Aos Terraços do Carmo, cujo chão em calçada portuguesa é pontuado aqui e ali por
pequenos relvados, é possível aceder através do Largo do Carmo e o elevador que fará
o acesso à Rua do Carmo, está localizado no interior de uma loja municipal.

Há ainda muito para fazer em Lisboa, para muitas décadas e muitos executivos
municipais, como disse o Vereador Manuel Salgado, mas há que reconhecer que com o
ritmo que a cidade agora apresenta, com as obras levadas a cabo nestes últimos anos,
estamos certos de que estamos no bom caminho. Aliás, à vista da cidade, dos
Lisboetas e dos que nos visitam.

Mas foi também inaugurado o Elevador de Santa Luzia que liga a Rua Norberto Araújo,
em Alfama, ao Miradouro de Santa Luzia ligando assim o Tejo ao Castelo.

Abre-se assim uma nova acessibilidade à zona histórica mais alta da cidade, que, na
prática, se traduz por ultrapassar uma inclinação de 15 metros, que até agora só podia
ser percorrida a pé por becos e vielas, que se traduz assim numa grande vitória da
mobilidade da população local.

O elevador insere-se nas novas acessibilidades à colina do Castelo de São Jorge, que
visam atenuar as barreiras impostas pela topografia do terreno e pelas características
do tecido urbano desta área histórica.

O elevador e as escadas nasceram no interior de um conjunto de edifícios que foram
reconstruídos pelo município, de acordo com um projeto do arquiteto Frederico
Valsassina.

Também o Jardim da Cerca da Graça com inauguração no dia 17 é um sinal de
clara melhoria da nossa qualidade de vida, e do trabalho desenvolvido por este
executivo, para além do novo espaço verde situado no coração de Lisboa.

O parque urbano de 1,7 hectares, assegura a ligação entre a Graça e a Baixa, através
da Mouraria.

O novo Jardim da Cerca da Graça, com cerca de 178 árvores de fruto - entre as quais
pereiras, amendoeiras, medronheiros ou ciprestes -, um relvado central, com três
miradouros, um parque infantil, um parque de merendas, um pomar e ainda um
quiosque com esplanada é por tudo isto um local apetecível para que possamos
apreciar a nossa cidade numa nova perspetiva.

O projeto do novo espaço verde, que tem uma vista privilegiada sobre a cidade e o
Tejo, começou a ganhar forma depois do protocolo assinado, em 2011, entre a CML e
o Ministério da Defesa para a cedência àquela dos terrenos pertencentes ao Convento
da Graça.

Maior espaço verde do casco velho da cidade, estende se por uma encosta que vai
desde a Graça à Mouraria e que tem entrada pela Rua Damasceno Monteiro, pela
Calçada do Monte e pelo Caracol da Graça.

Com estas intervenções de requalificação e recuperação urbana, que valorizam
claramente os espaços verdes da cidade, estamos certos, todos ganhamos.

Assim o Grupo Municipal do Partido Socialista, propõe que a Assembleia Municipal de Lisboa, reunida a 16 de Junho de 2015, delibere:
Congratular o Executivo Municipal pelo Trabalho Desenvolvido, em especial na devolução de espaços públicos requalificados à população da cidade, melhorando a sua qualidade de vida e mobilidade;

O Deputado Municipal

Manuel Portugal Lage

Documentos
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