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Voto de pesar pelo Tenente-coronel Marcelino da Mata
16-02-2021

Debatido e votado em 23 de Fevereiro de 2021
Aprovado com os votos contra do PCP, BE, PEV, 7 DMI e a abstenção do PAN.

No passado dia 11 de Fevereiro faleceu, aos 80 anos, vítima de Covid-19, o Tenente-coronel Marcelino da Mata, um dos militares mais condecorados do Exército português.

Nascido na Guiné-Bissau, no dia 7 de Maio de 1940, foi acidentalmente incorporado no lugar do irmão no CIM-Bolama em 3 de Janeiro de 1960, facto que o fez, posteriormente, oferecer-se como voluntário.

Integrou e foi fundador da tropa de operações especiais «Comandos» na antiga província da Guiné, tendo sido diversas vezes ferido em combate, algumas delas com elevada gravidade.

Entre os feitos militares, em que participou, nunca será de mais recordar o resgate de pilotos portugueses que caíram em território inimigo, a libertação de prisioneiros de guerra em territórios e Estados que apoiavam os movimentos de libertação ou as operações que romperam o cerco a quartéis e tabancas permitindo o reabastecimento e o salvamento de militares portugueses e da população local.

O Tenente-coronel Marcelino da Mata combateu na Guiné, entre 1961 e 1974, tendo obtido as seguintes condecorações:
• Medalha Militar de 2.ª Classe da Cruz de Guerra (em 26 de julho de 1966);
• Medalha Militar de 1.ª Classe da Cruz de Guerra (em 9 de maio de 1967);
• Cavaleiro da Antiga e Muito Nobre Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito (em 2 de julho de 1969);
• Medalha Militar de 1.ª Classe da Cruz de Guerra (em 21 de abril de 1971);
• Medalha Militar de 3.ª Classe da Cruz de Guerra (em 9 de junho de 1973);
• Medalha Militar de 1.ª Classe da Cruz de Guerra (em 22 de agosto de 1973).

Marcelino da Mata, o militar-comando, que sobreviveu aos riscos e perigos da guerra, não subsistiu aos impactos desta terrível pandemia que o mundo atravessa.

Assim, a Assembleia Municipal de Lisboa, reunida a 23 de Fevereiro de 2021, delibera:

• Prestar homenagem ao Tenente-coronel Marcelino da Mata, guardar um minuto de silêncio em sua memória e endereçar à família, as mais sentidas condolências.
• Enviar o presente voto à família, ao Regimento de Comandos, à Associação de Comandos e à Associação dos Antigos Combatentes Guineenses.

Lisboa, 12 de Fevereiro de 2021

O Grupo Municipal do CDS-PP
Diogo Moura